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quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Célebre Insanidade

 Ideais? Para que ter um? Pessoas passam suas vidas buscando "prestígio", "reconhecimento"; até que ponto isso é bom?
 Para um artista, um trabalhador, o reconhecimento profissional é satisfatório. O simples fato de saber que algo feito por paixão é admirado por outras pessoas.
 Mas a partir do momento em que isso ultrapassa os limites, choca- se com a vida pessoal do indivíduo,  torna- se um problema.
 Ser reconhecido por algum trabalho feito por você é bom, mas não possuir liberdade pessoal, poder agir por vontade própria e até mesmo cometer erros sem ser questionado por muitos; poder levar o filho ao parquinho sem ter que atravessar uma horda de "fãs loucos" e paparazzis sedentos por algum tipo de imagem ou gafe que cometa.
 A pessoa 'célebre' passa a retrair- se, não tendo mais vida, por ser impedida disso.
 Tudo tem limites, quando ultrapassa isso e invade o espaço que deveria ser pessoal, consequentemente prejudica o outro e torna qualquer tipo de convivência impossível.
 Em um lugar monitorado vinte e quatro horas por dia, quem é realmente o artista da vez?
 O prestígio, a idealização profissional, nivela- se á partir do que cada um deseja para si próprio.
 Câmeras ao redor, todos nós temos; cabe a cada um escolher o tipo de vida que quer levar.
 Viver realmente, gozar dos prazeres da vida, ou abrir mão da liberdade para cercar- se do supostamente 'glamour' e viver em um mundo ilusório; um reality show diário daquilo que deveria, por direito, ser somente seu.
 

quinta-feira, 22 de março de 2012

O rótulo de pano

 O vestuário, para o mundo em que vivemos, tornou- se fator determinante para a distinção de classes sociais e diversificação de grupos.
 Infelizmente, o ser humano é extremamente julgado pela maneira a qual se veste.
 Um exemplo clássico disso: Uma pessoa entra em uma loja de grife, da "alta sociedade", vestindo uma roupa mais casual, simples; muitas vezes ela será mal atendida pelos funcionários da tal loja, isso se ao menos o for.
 Ou até mesmo no próprio colégio, um aluno pode ser excluído, ou não aceito no grupo, simplesmente pelo fato das roupas que ele usa, da maneira como se veste.
 Por isso, o vestuário, além de tudo, torna- se uma marca de expressão, um símbolo; uma maneira de protesto silencioso.
 Por que a aparência se torna assim tão importante? Quem nos vende essa ideia?
 Julgar uma pessoa levando em consideração a sua vestimenta não é certo. Isso é uma escolha dela.
 Deveríamos ser gratos pelo fato de termos a opção de escolha. Podemos escolher o que usar ou não, o que vamos vestir hoje ou na festa de sábado, pois muitas pessoas vivem na rua e não têm nem o que vestir; não têm a chance de escolha que nós temos.
 De onde vem a discriminação então? Da sociedade materialista- capitalista que vê necessidade de colocar um grande rótulo em tudo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Aquele tom preto e branco

 Que sentimento é esse? É como se eu tivesse perdido tudo, e agora não me restou mais nada. E o pior: saber que a culpa foi toda minha.
 Esse sentimento mistura- se com acontecimentos pessoais e torna tudo mais complicado.
 Não tenho mais em que me apoiar, ou em quem.
 Me sinto sozinho e desamparado; sinto saudade, muita. 
 Onde está aquela presença paternal? Se foi. 
 E onde está você? Justo agora que eu mais preciso, da sua presença, do apoio que você costumava me dar.     Você me faz bem, não importa a ocasião. Te ter torna tudo mais fácil e belo. 
 Esse tom preto e branco, pacato, que a minha vida assumiu, não existiria mais. 
 Um abraço, um sorriso, qualquer coisa. Sinto sua falta.
 Quando eu lhe disse que você é a coisa mais incrível que me aconteceu até hoje, eu não estava brincando. 
  

quinta-feira, 15 de março de 2012

O ópio do povo

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Falta que você me faz.

 Angústia.
 Um período resumido por essa palavra.
 Esse sentimento me acompanha, dia a dia. Acompanhado de vários outros, assim como este, desagradáveis.
 Sinto medo, um medo diferente.
 Estou descrente, mas nem tanto assim; me seguro em uma chance, assim não tenho como cair.
 Tenho esperança, e sei que vai voltar.
 Mas por enquanto eu sinto essa angústia, essa dor de não ter você.
 Dei tudo o que eu tinha pra você guardar, e espero alegremente o dia de você me trazer de volta, o dia da sua volta.
 Eu quero mudar, viver uma vida que fará você sorrir.
 Por favor não se demore, porque dói, dói muito não te ter aqui.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pedra no sapato

 Escrevo isso acompanhado de uma dor de cabeça e sono. Só não sei qual é consequência de qual. Se é o sono que traz a dor de cabeça ou a dor de cabeça que traz o sono.
 Só sei que incomoda, e muito.
 A preguiça de fazer misturada com o pensar demasiado. Idéias borbulham na mente como bolhas d'água aquecidas por um vulcão. Aquele órgão que me ajuda a pensar, ao mesmo tempo me atrapalha, como uma pedra no sapato, ou uma barreira.
 Me sinto lento, me sinto estufado de tantas idéias, que não passam disso. Cadê a verdade? Quem é dono dela?