Para um artista, um trabalhador, o reconhecimento profissional é satisfatório. O simples fato de saber que algo feito por paixão é admirado por outras pessoas.
Mas a partir do momento em que isso ultrapassa os limites, choca- se com a vida pessoal do indivíduo, torna- se um problema.
Ser reconhecido por algum trabalho feito por você é bom, mas não possuir liberdade pessoal, poder agir por vontade própria e até mesmo cometer erros sem ser questionado por muitos; poder levar o filho ao parquinho sem ter que atravessar uma horda de "fãs loucos" e paparazzis sedentos por algum tipo de imagem ou gafe que cometa.
A pessoa 'célebre' passa a retrair- se, não tendo mais vida, por ser impedida disso.
Tudo tem limites, quando ultrapassa isso e invade o espaço que deveria ser pessoal, consequentemente prejudica o outro e torna qualquer tipo de convivência impossível.
Tudo tem limites, quando ultrapassa isso e invade o espaço que deveria ser pessoal, consequentemente prejudica o outro e torna qualquer tipo de convivência impossível.
Em um lugar monitorado vinte e quatro horas por dia, quem é realmente o artista da vez?
O prestígio, a idealização profissional, nivela- se á partir do que cada um deseja para si próprio.
Câmeras ao redor, todos nós temos; cabe a cada um escolher o tipo de vida que quer levar.
Viver realmente, gozar dos prazeres da vida, ou abrir mão da liberdade para cercar- se do supostamente 'glamour' e viver em um mundo ilusório; um reality show diário daquilo que deveria, por direito, ser somente seu.
Viver realmente, gozar dos prazeres da vida, ou abrir mão da liberdade para cercar- se do supostamente 'glamour' e viver em um mundo ilusório; um reality show diário daquilo que deveria, por direito, ser somente seu.

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